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      GASTRONOMIA

Salvador na Bahia não é só festa, praia e alegria. Com a mistura de culturas durante a formação da capital, e do próprio estado da Bahia, a culinária local foi enriquecida, oferecendo um cardápio que deixa qualquer visitante de água na boca. Influenciado por temperos dos próprios índios brasileiros e ingredientes do mundo interiro.  Dos colonizadores portugueses, até os africanos que vieram como escravos deixaram sua constribuição. Alguns pratos são conhecidos no mundo inteiro, divulgados através de viajantes que passaram pelo paraíso e resolveram levar um pedaça da Bahia. ai vai os principais quitutes apreciados por aqui: - Azeite de dendê: sua origem está na palmeira “dendezeiro”.  Trazido para o Brasil pelos afraicanos, o dendê faz parte da culinária típica de Salvador e de toda a Bahia. É utilizado do acarajé à farofa. -

                Farinha
Preferida por 8 entre 10 baianos, a farinha é indispensável no feijão ou na moqueca. Utilizada pelos índios e abraçada por outras culturas, a farinha caiu no gosto das pessoas e hoje não falta nas casas e restaurantes de Salvador da Bahia. Além de ser consumida na sua forma original, algumas variações são sempre bem-vindas. Entre elas, a farofa. Feita com manteiga ou dendê é um ótimo acompanhamento para as maravilhas da cozinha baiana. -

                Moqueca
Pode ser feita de todos os tipos de frutos do mar. Com seu sabor característico graças ao azeite de dendê, a moqueca é uma iguaria.

   Acarajé, Abará Vatapá         
Esses três maravilhosos quitutes, podem ser encontrados em praticamente qualquer esquina da cidade. De origem africana, esses pratos conquistam pessoas de todo o mundo. O seu sabor exótico, fruto também do azeite de dendê pode ser consumido junto a uma caipirinha bem caprichada.

    Cocadas

É impossível falar da Bahia e não citar esse doce. Suas variações são as mais interessantes: – coco queimado, cocada mole, cocada branca, etc. O ingrediente base é o nosso velho conhecido coco.


 

FAROL DA BARRA

A Barra foi durante muitos anos o bairro que serviu como ponto estratégico para defesa da colônia pelos portugueses. Acredita-se que foi lá o ponto de partida do início da cidade de Salvador.
O Forte de Santo Antônio da Barra foi a primeira construção a ser realizada no local que hoje se encontra o Farol. Foi em 1536, ainda durante o governo do primeiro donatário da capitania – Francisco Pereira Coutinho -, que o Forte foi erguido. Essa construção de mais de 400 anos teve papel importante da defesa de Salvador em diversas invasões estrangeiras, inclusive na invasão holandesa.
Entretanto, um naufrágio próximo ao Forte em meados do século XVII dá inicio ao projeto de construção de um Farol nas instalações do mesmo. O motivo da construção girava em torno da orientação dos navegantes, fato que até hoje ocorre. Com o passar dos anos, o Farol da Barra foi se tornando um marco de Salvador, passando de orientador de navios, a local de encontro de grupos hippies na década de 60, até se consolidar como ponto turístico da cidade.
O Farol da Barra, hoje com 311 anos, funciona de terças a domingo, das 8h30 às 19h.


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    CARNAVAL

O Carnaval de Salvador é conhecido no mundo inteiro. E sinônimo de alegria e diversão garantida na estação do sol e calor. Essa festa possui uma história interessante, que vem da Grécia Antiga, até chegar no adabá e no trio elétrico.

                                                           História
O carnaval é uma festa popular que acontece em locais de religião católica . É realizado nos dias que antecedem a quaresma. A origem mais antiga e conhecida do carnaval possui diversas versões. Uma delas consiste no momento em que os católicos eram proibidos de comer carne – a véspera de quarta-feira de cinzas – por volta do século XI e XII.
Outra versão para a origem dessa festa perpassa os festejos pagãos que homenageavam o início do Ano Novo. Há também quem acredite que os festejos carnavalescos tenham começado em Roma. Mas um dos símbolos do carnaval – o Momo – está ligado ao deus Baco e à Grécia arcaica.

                                                         Bahia- Brasil
O carnaval no Brasil veio junto com a colonização. Trazido pelos portugueses, possuía o nome de "entrudo" - uma espécie de introdução à Quaresma. Mas a festa estava recheada de brincadeiras de mau-gosto, como molhar as pessoas nas ruas ou em suas as casas, não se importando se era gente doente ou idosa e até, atirar objetos com substâncias mal cheirosas. Em 1853, a festa começou a ser reprimida pelos policias e segregada entre os participantes, em carnaval de salão (com brancos ricos) e o carnaval de rua (com pobres e negros).
A festa de Entrudo não era de acesso de todos. Pois de acordo com as regras da época, não eram todos os habitantes que possuíam moral para freqüentar os bailes. Tendo em vista esse fator, as próprias autoridades policiais começaram a estimular o carnaval de rua com todos mascarados e fantasiados. E assim, os grandes bailes e grupos de carnaval começaram a ganhar força. O ponta pé inicial para o carnaval que temos hoje.
À medida que o carnaval de rua ganhava força entre as camadas populares iam surgindo grupos organizados e que faziam questão de sair pelas ruas da cidade chamando para a festa – que ainda era muito ligada ao carnaval que era feito na Europa. Aos poucos toda a cidade começava a encarar o Carnaval como rotina da cidade, tanto que em 1882 o Comércio começou a fechar as portas na terça de carnaval.

Surgem os Afoxés
A população negra de Salvador não tinha espaço nos carnavais. E por isso, em 1895 foi criado o primeiro grupo de Afoxé em Salvador. Surgido do candomblé, o primeiro afoxé foi criado por um grupo de estivadores do cais da cidade – os mesmos só saiam para a festa depois de liberados pelas Mães e Pais de Santo. Alguns anos mais tarde, um outro grupo de Afoxé subiu a Barroquinha e a Ladeira de são Bento e quebrou com o padrão do carnaval feito apenas com os brancos e para os brancos.
Em 1949, foi fundado o Afoxé Filhos de Gandhy pelos, também, estivadores do porto. O nome é em homenagem ao pacifista indiano. Sobre os “Filhos de Gaandhy” e a sua festa magnífica saberemos mais à frente.

Nasce o Trio Elétrico...
O ano é 1950 e os responsáveis são Adolfo Antônio Nascimento e Osmar Álvares de Macedo. Após assistirem a apresentação de um grupo de frevo em Salvador, Osmar decide reformar um carro antigo que tinha na garagem e levá-lo para a rua. Assim, nasce o Trio Elétrico e a passos largos se torna conhecido e muito querido pelos foliões. Mas o nome só aparece um ano depois da criação, quando foi levado à rua o primeiro trio de músicos – Dodô, Osmar e Temístocles Aragão. Em 1962, surge o primeiro bloco de carnaval puxado pelo Trio Elétrico: Os Internacionais, que a princípio só tinha a participação de homens. Com o passar dos anos, novos blocos e Trios Elétricos aparecem e com eles as cordas e mortalhas que separavam quem pertencia ao bloco.
O Trio Elétrico está nas ruas e a década de 1970 consagra o carnaval da Bahia. Mas precisamente, na Praça Castro Alves. O local onde os foliões se reuniam para abraçar a festa e curtir até o final. Os anos 70 também trouxeram novidades maravilhosas para o carnaval: a ousadia dos “Novos Baianos” com suas caixas de som instaladas no Trio; o surgimento do bloco afro “Ilê Aiyê”, que fez com que a população negra fosse incluída na festa e pudesse expressar a sua cultura; no mesmo ano – 1974 – os “Filhos de Gandhy” renascem e dá início a luta contra o racismo.
A década de 80 chega e com ela inovações preciosas para o carnaval de Salvador. A primeira delas acontece nos trios elétricos. O ponta pé inicial foi dado pelo bloco “Traz os montes” que instalou no caminhão ar condicionado para manter os equipamentos transistorizados funcionando de forma adequada. Além disso, a percussão foi colocada em cima do trio – não mais nas laterais e foram introduzidos novos instrumentos e cantores. A novidades não param por ai. Pois bloco Eva, criado em 1980, decide ampliar as inovações ainda mais: contratou engenheiros para reformularem a estrutura do tri elétrico e aperfeiçoou toda a sonorização, que foi importada dos Estados Unidos. Nesse mesmo ano, o Governo do Estado declarou que a sexta-feira antes da semana do carnaval se tornaria feriado.
O público do carnaval crescia claramente, tanto, que os freqüentadores mais antigos da Praça Castro Alves não gostaram dessa “invasão” de foliões. Que agora não faziam mais o uso de mortalhas, mas aderiram ao macacão, shorts e bermudas como indumentária para a festa. E é no ano do centenário da abolição da escravatura, em 1988, que o 1º grande bloco afro – o Olodum – desfila no circuito Barra-Ondina.

O sucesso do Carnaval de Salvador...
As raízes e os percussores do carnaval de Salvador – como Dodô e Osmar e os afoxés – foram os grandes responsáveis pela configuração que a festa possui hoje. O circuito é dividido em 3: Dodô, Barra-Ondina; Osmar, Avenida; e Batatinha, Centro Histórico. Dessa forma, o folião pode escolher onde e como deseja curtir a sua festa. Atualmente com um total de 227 entidades carnavalescas, o carnaval de Salvador chega a ter cerca de 2 milhões e 700 mil pessoas nos seis dias de folia. E para que as pessoas que estão na cidade no período de carnaval tenham o máximo de facilidades e segurança durante a festa, Salvador monta um arsenal de postos de informação, postos de saúde e policial, além das centenas de camarotes e arquibancadas espalhadas ao longo dos circuitos.

Dicas...
Ao turista que deseja vir a Salvador no período de carnaval, vale a ressalva: adquira seu abadá ou camarote em locais credenciados, refeições leves, muita água e alegria para curtir a maior festa popular do mundo.

Dicionário de Carnaval

Abaixo você terá a oportunidade de conhecer um pouco mais algumas palavras que são bem características da Bahia e do seu carnaval.

Abadá - É a roupa utilizada pelo folião dentro de cada bloco carnavalesco. Logo que os blocos surgiram, essa indumentária se chamava mortalha.

Blocos - Os blocos consistem de 1 trio elétrico, 1 banda, cordeiros e foliões. Essa é a explicação mais simples. Entretanto, muitos outros profissionais estão envolvidos nessa entidade carnavalesca para que os milhares de turistas e conterrâneos brinquem o carnaval da melhor forma possível.

Entre os blocos mais famosos temos:
Camaleão com a banda Chiclete com Banana e Olodum com a banda de mesmo nome. Mas o que não falta no carnaval da Bahia são opções de blocos para os foliões.

Cordas e cordeiros - As cordas limitam o espaço e o folião dos blocos. E para isso são contratados cordeiros – homens e mulheres que seguram as cordas durante todo o percurso.

Pipoca - A pipoca é formada pelas pessoas que estão fora das cordas dos blocos.

Alguns blocos mais famosos da Bahia...

Os blocos do carnaval de Salvador estão divididos em diversas categorias. E entre os mais famosos e antigos estão:

Ilê Aiyê -
O primeiro bloco afro fundado em Salvador nasceu no bairro do Curuzu - Liberdade. O ano de sua fundação foi 1974 com a intenção de reafirmar a cultura afro-brasileira.


Olodum -
Um dos blocos afro mais tradicionais do cenário carnavalesco, foi colocado pela primeira vez na rua em 1979 por moradores do Pelourinho.

As Muquiranas -
A inovação foi o que motivou o grupo de amigos criadores do bloco em 1966. A idéia era formar um bloco só de homens fantasiados de mulher. Esse novo jeito de curtir o carnaval deu tão certo que de lá para cá todos os anos As Muquiranas saem no circuito da Avenida Sete, mas sempre com um tema diferente a cada ano.


Camaleão -
Entre os blocos de Salvador, esse é um dos mais tradicionais e conhecidos da festa. Atualmente é comandado pela banda Chiclete com Banana.


Eva -
O bloco Eva está também entre os mais antigos e conhecidos. Fundado em 1980 por um grupo de estudantes. Diversos artistas já passaram pelo bloco, entre eles: Ivete Sangalo e Durval Lellis. Hoje o cantor da banda que leva o mesmo nome do bloco é Saulo Fernandes.

                                            PELOURINHO

Ladeiras, casarões e igrejas definem o bairro mais conhecido de Salvador. No início era habitado por famílias ricas, e destinado ao comércio e administração da cidade, mas hoje tornou um centro cultural e econômico. O Pelourinho, mundialmente famoso, aparenta ser todo o Centro Histórico da cidade, mas é apenas parte. Seu espaço vai do Terreiro de Jesus até o Largo do Pelourinho. O nome Pelourinho, faz alusão ao instrumento utilizado para punir os escravos, que era colocado no meio da rua pelos aristocratas como forma de imposição de poder.
Apesar do Pelourinho apresentar-se em ótimo estado de conservação, a sua história passou por períodos de decadência. A expansão de Salvador em 1950 contribuiu para que o Pelourinho se tornasse um bairro popular. Assim, o local foi virando palco para a cultura negra e pondo em destaque suas músicas e a capoeira. Mesmo com a crise econômica enfrentada na década de 1960 e a marginalização das pessoas humildes que moravam no local, o Pelourinho se reergueu.
Em 1980, o Pelourinho é tombado como patrimônio histórico da humanidade pela UNESCO. Em 1990, o Governo do Estado começou a investir na revitalização do bairro, com um projeto inovador. Os casarões e sobrados foram restaurados, dando nova vida ao bairro e locais próximos. Foram adotadas cores vivas e estrutura confiável, a infra-estrutura de serviços públicos foi melhorada, o que propiciou o surgimento de diversos bares, hotéis, lojas e restaurantes. Dessa forma, quem vive no local pôde resgatar o orgulho de morar em um bairro antigo e centralizado.
Os turistas são bem recebidos e marcam presença todos os dias , e saem encantados com a cultura e história baiana.



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MUSEUS

Memorial das Baianas

Praça da Sé s/nº - Belvedere Centro Histórico
(71) 3322-9674

O Memorial das Baianas é um local que conta um pouco sobre a história e cultura de uma dos cartões-postais mais famosos de Salvador: as baianas de acarajé. Lá você pode encontrar todos os adereços usados pelas baianas, bem como os ingredientes para o famoso acarajé, vatapá e etc. E ainda estão expostos quadros e outros objetos de arte relacionado à pratica dessas mulheres que ganham a vida vendendo uma das iguarias mais conhecidas da Bahia.


Museu de Arte da Bahia
Av. Sete de Setembro, Vitória
(71) 3117-6903

O Museu de Arte da Bahia constituiu-se de acervos particulares a partir do século XIX. E a sua sede possui estrutura para exposições temporárias e demais eventos culturais, bem como cursos e apresentações


Memorial dos Governadores
Praça Tomé de Souza, s/nº - Palácio Rio Branco - Centro Histórico
(71) 3321-0204O

Memorial dos Governadores, como o próprio nome já diz, guarda relíquias dos diversos governantes que passaram por Salvador. Entre o acervo estão documentos oficiais e objetos pessoais.

Museu Afro-brasileiro
Terreiro de Jesus / prédio da Antiga Faculdade de Medicina - Centro Histórico
(71) 3321-2013

Com acervo voltado para a cultura de origem ou inspiração africana, o Museu Afro-brasileiro funciona desde 1982. Entre os poucos museus no país, o Museu Afro-brasileiro é um dos que se dedicam a falar exclusivamente do tema. O local possui obras de diversos artistas – com destaque para as obras do artista plástico Carybé
.


Fundação Casa de Jorge Amado
Praça José de Alencar 49/51 (entrada pela Rua Alfredo de Brito) Largo do Pelourinho - Centro Histórico
(71) 3321-0070/0122

A Fundação é de extrema importância para a Bahia. Pois lá está tudo que já foi escrito pelo ilustríssimo Jorge Amado, além de recortes periódicos e fotografias sobre o escritor. O local oferece em seu acervo a possibilidade de pesquisa não só sobre Jorge Amado, mas também sobre a cultura baiana

Museu de Arte Moderna
Av. Contorno, s/n.
(71) 3117 – 6130

Localizado no Solar do Unhão, o Museu está sempre em atividade com diversas exposições, filme e eventos culturais.

Museu de Arte Sacra
Rua do Sodré, 25
(71) 3243 - 6511 / 3243 - 6310 

O Museu de Arte Sacra possui 42 anos de existência e tem contribuído muito para os estudos da arte na Bahia. Sempre em atividade, o museu oferece além da exposição, cursos e eventos culturais.


Museu Carlos Costa Pinto
Av. Sete de Setembro, Vitória
(71) 3336-6081 / 3336 - 2701

O Museu é constituído de acervo particular da família Carlos Costa Pinto. E é palco de atividades culturais, além de ponto obrigatório de visitação turística.

Museu da Cidade
Largo do Pelourinho
(71) 3321-1967

O Museu da Cidade abriga um acervo sobre a Salvador dos tempos antigos, como objetos de personalidades. .


MANIFESTAÇÕES POPULARES